Zona da Mata e Campo das Vertentes têm mais de 30 áreas contaminadas

Número é 66% menor que do ano passado, quando foram identificadas 51 áreas com contaminação. Segundo a Feam, o setor de postos de combustíveis é o responsável pelo maior número de áreas contaminadas no Estado.


As regiões da Zona da Mata e Campo das Vertentes registraram 34 áreas entre contaminadas e reabilitadas no inventário de 2021 da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam). Conforme o levantamento, Minas Gerais conta atualmente com 687 áreas nesta situação, em 182 municípios.

Comparado com 2020, os resultados de 2021 apresentaram uma diminuição de 66% de áreas contaminadas e reabilitadas nas regiões.

Apesar da redução, houve aumento de 9 áreas cadastradas e o percentual de áreas reabilitadas cresceu em 4%. Já em relação aos contaminantes, a ocorrência de grupos de substâncias químicas de interesse nas áreas cadastradas foi semelhante nos últimos dois anos, sendo que a maior porcentagem se trata de contaminação por hidrocarbonetos e metais, além de contaminações, em sua maioria, provenientes de vazamentos ou infiltrações.

Para o analista ambiental da Gerência da Qualidade do Solo e Áreas Contaminadas, Afonso Ribeiro, o Inventário é um instrumento eficiente para a consolidação de uma das principais atividades executadas pelo órgão no que diz respeito à prevenção, gerenciamento e reabilitação das áreas com potencial de contaminação e contaminadas no estado.

“A partir da sintetização dos dados, da evolução do número de áreas conhecidas e gerenciadas pelo sistema de meio ambiente, podemos acompanhar a efetividade da implementação da legislação, bem como propor medidas para aperfeiçoar o controle exercido pelo órgão ambiental”, analisou Afonso.

Balanço

Conforme o documento, analisado pelo g1, as cidades com mais áreas contaminadas e reabilitadas nas regiões são:

  • Juiz de Fora: 20 áreas;

  • São João del Rei: 5 áreas;

  • Muriaé: 5 áreas;

  • Barbacena: 4 áreas

Segundo a Feam, o setor de postos de combustíveis é o responsável pelo maior número de áreas contaminadas no Estado, com 74%. Em seguida, aparecem a indústria metalúrgica (7%), ferrovias (6%), refino e armazenamento de petróleo (2%), atividades minerárias (2%), base de combustíveis (2%) e indústria química (1%).

No que se refere aos meios mais impactados pelos contaminantes estão as águas subterrâneas e os solos, na maioria das vezes conjuntamente.

"Isso porque a maior parte das contaminações decorre de vazamentos ou infiltrações de produtos no solo e subsolo, atingindo a água subterrânea. Muitos casos de contaminação ocorreram em empreendimentos poluidores onde, especialmente no passado, ocorriam operações feitas de forma inadequada e que poderiam ter sido evitadas", citou o inventário.

Como medida para evitar maiores danos, a Feam apontou o desenvolvimento de trabalhos que visem orientar e divulgar as boas práticas para prevenir contaminações e riscos futuros.

O Inventário; entenda

O Inventário de Áreas Contaminadas é um conjunto de informações sobre as áreas contaminadas e reabilitadas de Minas Gerais e é realizado para auxiliar no gerenciamento dessas áreas, subsidiando o Programa Estadual de Gestão das Áreas Contaminadas, a partir da geração e disponibilização de informações técnicas no apoio à tomada de decisão.

Conforme a fundação, são consideradas áreas contaminadas aquelas em que as concentrações das substâncias ou compostos químicos de interesse estejam acima dos Valores de Investigação estabelecidos pela Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH n° 02/2010, indicando a existência de potencial risco à saúde humana e ao meio ambiente.

Já as áreas suspeitas de contaminação são aquelas em que, após avaliação preliminar, foram observados indícios de contaminação.

Nas áreas potenciais e suspeitas de contaminação deverão ser realizadas investigações ambientais para avaliar a existência de contaminação e, somente são publicadas na Lista de Áreas Contaminadas se a contaminação for confirmada.

Gerenciamento das áreas contaminadas

O gerenciamento de áreas contaminadas constitui-se em:

  • ações ou estratégias, importantes na identificação e caracterização dos impactos associados à contaminação, incluída a estimativa dos riscos;

  • decisões quanto às formas de intervenção mais adequadas, quando aplicável;

  • intervenção que assegure a minimização de riscos e eventuais danos a pessoas, ao meio ambiente ou outros bens a proteger;

  • e monitoramento – medições periódicas dos meios atingidos.



A sequência das ações permite que as informações obtidas em cada etapa sejam a base para a execução da etapa posterior.

Metodologia

A partir de 2007, a Feam passou a manter um banco de dados com informações sobre as áreas contaminadas e reabilitadas cadastradas em Minas Gerais.

A classificação utilizada no inventário foi definida em atendimento à Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH nº 02/2010 e está relacionada à etapa do gerenciamento no qual a área se encontra.

A classificação subdivide-se em:

  • Áreas com Potencial de Contaminação (AP);

  • Áreas Suspeitas de Contaminação (AS);

  • Áreas Contaminadas sob Investigação (AI);

  • Áreas Contaminadas sob Intervenção (ACI);

  • Áreas em Processo de Monitoramento para Reabilitação (AMR);

  • Áreas Reabilitadas para Uso Declarado (AR).


Responsabilidade

A Lei Federal n° 6.938/1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, estabelece que “são responsáveis legais e solidários pela remediação de uma área contaminada: o causador da contaminação e seus sucessores; o proprietário da área; o superficiário, aquele que adquiriu direito de superfície pelo proprietário do terreno; o detentor da posse efetiva; e quem dela se beneficiar direta ou indiretamente”.

Desta forma, cabem aos responsáveis legais citados no inventário o gerenciamento de determinada área contaminada, que inclui a realização de estudos, diagnósticos, prognósticos, elaboração e implantação de projetos de remediação, medidas emergenciais, além de ações necessárias para a reabilitação da área contaminada.


Aos órgãos ambientais cabe o acompanhamento e a fiscalização, além de exigir o cumprimento da legislação aplicável, orientando e solicitando aos responsáveis que medidas cabíveis sejam realizadas para remediação da área, no menor prazo possível e de acordo com as melhores práticas.

"Por parte da Feam, são feitas as análises dos estudos apresentados pelos empreendedores. Nos casos de maior complexidade, são realizadas ações de fiscalização e monitoramento no local. Assim, quando se pretende comprar ou vender um imóvel que já foi utilizado para atividade potencialmente poluidora - incluídas indústrias, mineração e relacionadas à infraestrutura -, é preciso investigar a ocorrência de contaminações, já que o proprietário poderá ser responsabilizado pela condição ambiental do terreno", completou a fundação.

Fonte: G1

Por Trás do Blog
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